A 35ª EDIÇÃO DA EXPOFLORA E UM TANTO DE DECEPÇÃO

Poucas coisas aconteceram do lado de cá desde a última vez em que eu apareci por aqui. Tenho vários rascunhos iniciados, e nenhum ânimo para finalizá-los. Alguns eu deixo pra lá porque o tempo já passou, mas eu fico tão indignada barra revoltada quando lembro do que aconteceu naquele sábado 17/09, que não tinha como deixar de publicar esse post.

Estive em Holambra pela primeira vez em abril desse ano, quando eu e o namorado decidimos que era hora de passar um final de semana longe do estresse de São Paulo. Apesar deu achar que, se tratando de uma estância turística, as pessoas não são assim tão receptivas (fomos bem recepcionados em apenas dois lugares: Top Centrum Hotel e do Rancho da Cachaça. O atendimento dos demais locais visitados eram feitos com muita má vontade), a nossa visita foi encantadora e voltamos para casa apaixonados pela cidade (e com o carro cheio de flores). A paixão foi tanta que eu queria levar minha mãe e minha sogra – ambas amantes das plantinhas – para conhecer a também chamada Cidade das Flores, e não pensei duas vezes para escolher quando iríamos: na Expoflora, dito maior evento de flores e plantas da América Latina, que aconteceu entre os dias 26 de agosto à 25 de setembro.

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Os ingressos para a Expoflora são vendidos antecipadamente por lote, sendo o primeiro lote de R$ 16,00 e o último R$ 20,00, enquanto o ingresso na bilheteria custa R$ 42,00. Não compramos o antecipado pois só conseguimos nos programar já na semana em que iriamos, depois de muita encheção de saco da minha parte para que o passeio desse certo, haha. Saímos (eu, o namorado, mamai, minha sogra e meu sogro) de Barueri por volta das 09h30 e chegamos em Holambra às 11h, com direito a parada para café e um pouco de trânsito na entrada da cidade. Como já estávamos com reserva feita para o almoço, paramos rapidinho na Praça Vitória Régia – eu fazia questão que todos conhecessem o Deck do Amor, meu lugar favorito em Holambra – e, em seguida, #partimos pro Rancho da Cachaça, onde mais uma vez fomos bem acolhidos. Depois de um maravilhoso almoço caseiríssimo preparado no fogão a lenha e com gostinho de roça, era hora de nos dirigirmos ao evento.

Encontrar um lugar na rua era impossível e os carros que já estavam estacionados, estavam sendo multados, então não tivemos outra opção além de pagar R$ 35,00 no estacionamento deles (mais os R$ 42,00 de entrada ~~AI MEU CORASSAUM). Como os mais velhos já estavam empolgados pras compras, eu e o namorado deixamos nossos pais no shopping das flores, enquanto fomos conhecer as outras atrações. Tudo muito abarrotado, muito caro e não encontrei um lugar que aceitasse cartão. Mesmo assim, a gente deve ter ficado uma hora mais ou menos no meio da muvuca, até eu lembrar que minha mãe precisava da minha presença para que as compras dela fossem pagas. Voltei e encontrei eles já na fila – preferencial – e aí, mia gente, o que era pra ser um passeio agradável começou a se transformar num verdadeiro inferno.
A fila preferencial estava demorando mais que todas as outras. Ficamos horassssss esperando até chegar a nossa vez. Eu, com 25 anos, não aguentava mais ficar em pé, imagina todos os senhores que aguardavam. Como se a situação já não fosse desrespeitosa o bastante, outras duas moças se juntaram a senhora que estava na nossa frente mas, diferente de mim e do namorado, que estávamos ali apenas acompanhando e esperando para pagar, elas fizeram compras e, na hora de passar, cada uma ia passar a sua separadamente. Todos na fila já estavam esgotados e aquilo foi o auge! Obviamente, começou uma discussão entre a fila vs as duas moças. Vou falar pra vocês que, em 5 anos de namoro, eu nunca vi o namorado, tampouco meu sogro, tão estressados quanto ficaram naquele momento. Um segurança(?) veio até a fila ver o que estava acontecendo e lamentou que a reclamação não tivesse sido feita antes, porque naquele momento ele não podia fazer mais nada. A organização só veio tentar resolver com o papinho de “senhor, elas estão erradas, mas não deixa isso estragar o seu passeio” quando a bonita que entrou na frente tirou o celular e começou a filmar a discussão, como se estivesse corretíssima (vocês não imaginam o tanto que eu queria encontrar esse vídeo). Nesse momento, a rebelião da terceira idade já estava instaurada e outra pessoa tentou passar na frente, fazendo com que aquilo se tornasse uma competição de quem é mais preferencial. A organizadora que veio até nós, tentando amenizar a situação, começou a ajudar com as compras, se desculpou pelo ocorrido e solicitou que alguém colocasse a nossa compra num carrinho e acompanhasse até o carro. Ok. Meu sogro e o Luís foram até o carro, enquanto o restante de nós aguardávamos na entrada do local. Voltando, meu sogro se despediu do carregador e agradeceu com uma ~~caixinha de R$ 2,00. Imaginem vocês o tamanho da minha revolta ao ver e ouvir uma – também – funcionária da Expoflora vindo ao encontro do carregador para debochar que ele tinha ganhado só R$ 2,00, e receber como resposta um: “é! nem valeu a pena!”. A vontade era de pegar o dinheiro de volta e soltar da minha boca as palavras que os dois precisavam ouvir mas, em respeito aos que estavam comigo e o desgastamento físico e mental que todos nós já havíamos passado, eu apenas engoli a seco.

( E ficou entalado na garganta).

(Agora, talvez, passe).

Comentários

3 Comments

  1. Cecilia 21/09/17

    Na verdade, não vale nem a pena comprar no galpão da feira, as plantas são muito mais caras do que as encontradas nos galpões da avenida. Se for pra comprar flores, imagino que pode-se ir em qqr época fora da data de exposição, além de sair no lucro financeiro, ainda sai no lucro de satisfação, pois o tumulto encontrado, a falta de educação, as filas enormes e por encontrarmos nos demais galpões as mesmas espécimes de flores (até mais), não valem o stresse passar um fim de semana por lá nessa época, afinal, a cachaçaria e demais locais maravilhosos, continuarão por lá após a feira.

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  2. Renato 18/09/17

    Nunca mais Volto neste lugar.
    Uma muvuca, não tem aonde sentar e sem contar que as flores que estavam no shopping das flores acho facilmente no pão de açúcar e ainda mais barato.

    Um dos piores passeios da minha vida, fiquei com pena da minha mãe pois ama muito plantas….. foi decepcionante.

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  3. KARINE 01/12/16

    eita que tristeza sair de SP pra fugir do estresse, e acabar passando por isso :/
    quase fui esse ano na expoflora tb, mas acabou que vai ficar pro ano que vem mesmo.

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