LIVROS, FLORES E O MENINO DO DEDO VERDE

Vinha eu na segunda-feira,  na Avenida Álvaro Ramos, sentada confortavelmente no ônibus,  com  o pensamento a mil (a vantagem de não dirigir), quando avistei um pé de café todo cheio de pequenas bolinhas quase maduras. Não sei porque, mas na hora me veio o pensamento: “O MENINO DO DEDO VERDE”. Engraçado né?! Uma situação nada a ver, em um local nada a ver, com um pensamento nada a ver e me vem uma lembrança que eu nem mesmo sabia se realmente existiu ou não, o tal do menino do dedo verde.
Continuei meu caminho tentando recordar, e… pimba! Acho que realmente existe um livro com esse título e eu, provavelmente, já li!

tumblr_nf45vhtfOL1u3eaqvo1_500(Maori Sakai)

Esse eu não me recordo em que ano, só sei que também foi na escola e, por incrível que pareça, ficou gravado lá num cantinho escondido do meu cérebro. Inconscientemente, acho que ele surtiu efeitos, tanto que até hoje amo o verde, por mim, moraria numa chácara, cheia de flores e árvores frutíferas. É um tremendo êxtase pegar uma sementinha e dali ver brotar uma árvore. Já consegui lichia, jaca, limão, maracujá, caqui e outras. Infelizmente, meu quintal é pequeno e já tem gente reclamando que as árvores encobriram a visão, apesar desta visão não ser tão linda – e de gostarem de desfrutar de um suquinho de maracujá sem agrotóxico.

Mas voltando ao livro, fui pesquisar e acho que vale falar dele aqui. Assim que puder, vou comprá-lo para reler e voltar às antigas lembranças novamente, assim como foi com O Caso da Borboleta Atíria, já comentado aqui.

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Tistu é um menino rico e feliz. Ao completar 8 anos, seus pais o mandam para a escola. Por dormir nas aulas, ele é expulso no terceiro dia de aula. Então, seus pais resolvem que ele será educado para a vida, através das experiências e observações. Quando Tistu vai para a aula de jardinagem com o Sr Bigode, jardineiro da família, eles descobrem que o menino tem um dom especial: com um toque, ele consegue fazer com que surjam plantas e flores onde quiser. Assim, mantendo isso em segredo, vai transformando os locais por onde passa, e então, quando surge uma guerra, ele faz surgir flores nos canhões (que eram fabricados na indústria de seu pai) e seu segredo é descoberto.
Só sei o seguinte… MORRO de inveja desse tal de MENINO DO DEDO VERDE!

O livro foi escrito por Maurice Druon e lançado pela editora José Olympio em 1957.

 

Cecilia

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