SOBRE CHORORÔS E PREOCUPAÇÕES (DE UMA MÃE)

Depois de ler o último post da Nati, resolvi falar do sentimento de um ser bobo chamado “mãe”.

Sempre ouvimos falar que mãe é tudo igual, só muda de endereço e, confesso, isso a gente só entende o porque, depois de se tornar mais uma no grupo.
caroline_papadato_watercolour_pregnant_woman

(via)

 

Não tem como ser diferente. No primeiro instante que sabemos que Deus nos deu a responsabilidade de gerar, educar e zelar, passamos a amar outro ser mais do que a nós mesmas, e aí é que tudo começa.
Esperar a primeira ultrassom para ver aquelas imagens que nada mais são do que um monte de borrões e, ainda assim achar tudo aquilo lindo; ouvir o coração bater pela primeira vez e se emocionar com um barulho que mais se parece um chocalho dentro de um balde d’água. E quando chega a fase de deixar na escolinha, porque, afinal, a vida segue?! É chorar na porta da escola, no serviço, no horário de almoço, na primeira festinha, segunda festinha. Dia das mães, então. Vocês estão me achando chorona demais? Não viram nada!
Mesmo quando não estamos vertendo lágrimas pelos olhos, estamos chorando com o coração. Pode ser de emoção numa formatura ou com um singelo presente (que pode ser até mesmo um matinho arrancado da rua). Tudo tem um valor enorme, imensurável mesmo, que só entendemos quando podemos ter o privilégio de ser mãe.

Mas, voltando a viagem da Nati, embora eu sempre tenha incentivado as minhas filhas a saberem andar, chegando a ficar parada em frente aos mapas das estações de metrô, ensinando como se localizar , confesso que quando saem das minhas vistas o coração começa a apertar.
Qualquer que seja o local que um filho vai sem a companhia da mãe, para ela este local vai estar cheio de monstros querendo devorar sua cria.

Quando a Babi (a filha mais nova) foi para a Pedra do Baú, olhei trocentas vezes o mapa, as fotos, as pessoas sorridentes que conseguiram chegar ao topo, mas nada me convencia que ela estaria em segurança.
Quando a Nati foi na primeira excursão da escola, um APIÁRIO(!), fiquei ali, vendo-a entrar no ônibus com toda sua felicidade, e fiquei imaginando ela lá. “E se um enxame atacar?”, me perguntava. Sei lá, mãe acha que é super e que vai conseguir livrar o filho de tudo, até de um enxame de abelhas.

Agora, na primeira viagem de avião, vocês conseguem imaginar como me senti? Disfarcei naquele aeroporto até o último segundo, para não deixá-la nervosa e com medo, afinal, avião é sempre avião, né?! Graças a Deus ela e o Luís gostam de ir tirando fotos e enviando. Bendito ser que inventou o celular!
Mas aí, quando vejo a foto de um prato de camarão, imagino:
“E se esse alimento estiver estragado? Não estou lá para dar um remédio. Será que tem farmácia perto? Ambulatório?”

Ai meu Deus, essas mães!

 


Acompanhe o blog nas redes sociais
Facebook | Instagram | Pinterest | Blogloving | Snapchat: natalialemoos

Comentários

4 Comments

  1. Marcella 24/11/15

    Ahahha muito legal o post. Mãe é tudo igual mesmo.. e ainda bem né?!

    bjs Má
    http://www.2betrend.com.br

    Responder
  2. Mel 24/11/15

    Que gracinha, Cecília. Adorei ler o seu post, ele me fez lembrar os meus pais e as preocupações intermináveis, assim como o amor que eles tem por mim. 🙂

    Responder
  3. Camila Sá 23/11/15

    Ótimo texto! Mãe é assim mesmo! hehehe

    Bjoss

    http://bymiih.blogspot.com.br/

    Responder
  4. Carol R. 23/11/15

    Que lindo seu post, ainda não sou mãe, mas quem sabe…
    bjs

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.